quinta-feira, 7 de junho de 2012

desviei o caminho
deixei o passarinho
em paz

quarta-feira, 25 de abril de 2012

O que é que os separa?
daqui a pouco todos os sons que eu não fiz se tornaram velhos
Eu acredito em um cavalo branco e na lua.
E como é que
no meio de tanta bagunça no cosmos
tanta diferença na gente
surge
tão esponeamente
alguns momentos de conexão?

Não há nada que me emocione mais
do que pessoas entrando em sintonia
e nem alimento maior
do que entender e alimentar
o brilho dos sonhos do outro.

Quanto encantamento
cada um vive
o seu momento.

domingo, 25 de março de 2012


Numa noite clara,
contorcia
mordia, miava de canto,
olhava lá embaixo,
acariciava.
Será que era isso que queria?
Saía da cama
e mijava
e o mistério ainda ficava.
Uns estampidos dentro dele,
um segredo vindo que não se resolvia
e nem se explicava.
Que travava ao mesmo tempo
que afobava. E acariciava.
Será que era isso o que tanto se pedia?
Pegava a caneta e escrevia
e, depois que relia, riscava.
E foi assim que, demorando,
percebeu, entendeu
e descobriu.
Colocou o caderno de lado
e adormeceu
e, depois, dormiu.
O ritmo é o som e o silêncio brincando de pega-pega.