magro assim
namorei a lua
as montanhas roxas
o sol
e tive um caso sério com o horizonte
quem vem lá?
domingo, 16 de janeiro de 2011
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
dois assuntos
Até tão pouco tempo tomava mais cuidado com as palavras, dizendo-as com tracinhos e entortando suas metalógicas, dizendo o que os ouvidos e os olhos de acolá queriam auscutar. Mais breve tempo, quase agora ali atrás, elas me saem como a mais sinceridade simples me pede, com mais verdade, verdade sim senhor, porém mais curtas, enxugadas, entortadas por necessidade de expressão e não por recursos estéticos agradaveístas. Os racorosos e endurecidos que amoleçam e aprendam a sorrir com as danças alheias. Julgar sinceridades quando serenas? Ixi, nem vem. É que me veio a traquilidade de que tudo é bem diferente do que esses nós que nos enrolamos tenta parecer. Sem medo, sem se sentir afetado pelo olhar enviesado do travado ao lado, sigo destravando a mim mesmo e não permito interrupções mesquinhas de minha dança e procura. O que tudo pede é atenção no amor, firmar o foco no acolhimento do sossego do outro que tá bem na sua galáxia e na galáxia logo em frente. Afinal, tem tanta gente no mundo, cada um querendo e merecendo - como todos - se aconchegar..., o papel é acalentar, limpar e varrer as travas e as sujeiras dos cantos que ainda tem pra ser ocupado por vidas e cada minuto chega mais e os minutos um em cima do outro, se amontoando, de 2001 a 2010 meia hora a mais pro ônibus chegar até o lugar, quintais diminuem, bichinhos virtuais novos têm de ser criados, tâ todo mundo querendo chegar e quem manda cada vez mais agente não se sabe quem é e não importa, o papel é dar um passo pro lado porque cabe mais um expremido e isso não é uma crítica social, é a missão pra lição que aqui descrevo. Irá continuar roubando beleza? Espere a peia. Ela vem de dentro de sua barriga, igual quiném o Alien. Extra! Extra! Beleza roubada se condensa em nó. Extra! Extra! Olhos duros inibem micro-brechas. E quando acaba o espaço habitável de um morro, pra onde vai a favela? ... é muita gente, meu Deus, que missão!
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
“Quando o estado usa a violência contra a sua população, algo esta errado!”

Qual é o custo desta guerra?
Dói no fundo do meu peito ver o rosto aterrorizado das pessoas sendo revistadas pelo BOPE, pois quem já passou por uma revista sabe ou imagina a ênfase no espanto. É indigno viver em uma sociedade onde há uma guerra e que pessoas não possam resolver os conflitos de forma não-violenta. Uma verdadeira operação de guerra esta acontecendo nos morros do Rio de Janeiro sem que se respeite os direitos das pessoas. Porque o Secretario de segurança publica do rio de Janeiro poderia nos dizer quais são os verdadeiros motivos desta ocupação, pois eu não acredito nestes argumentos de que a guerra será vencida, se os EUA não vencem uma guerra de guerrilha, não será o BOPE que vai vencer, mesmo contra um exercito destreinado. Talvez fosse importante revelar quanto vai custar financeiramente para todos essa guerra, pois sabemos que restou aos moradores da comunidade apenas os deveres, porque os direitos nunca vão existir através da violência. Baleado é bandido, porque o Bope nunca erra. Faca na caveira, Bope com licença pra matar.Na televisão era possível ver tudo ao vivo, e o Bope reclamou pela internet “ Vocês prestam um desserviço filmando nosso trabalho. Medida paliativa. O dinheiro que esta sendo gasto nessa guerra, nessas armas, deveria ser repassado as pessoas que de fato são donas dele. Porque o que deve ser discutido é que temos de dividir melhor tudo que transformamos nesta realidade. Este sangue derramado continuara a alimentar este ódio. E esta guerra não vai terminar agora.
domingo, 7 de novembro de 2010
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