segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

contosinhosos 3

Você tem quatro, seis e sete. Gasta o sete pra impachá: tem de mostrar a maior. Você pede truco pra blefar, ele pede seis de cara, escandaloso..., você mantém a valentia.
- Nove.
Ele desconfia e pede pra abaixar. Você coloca o seis, ele coloca na mesa a dele... toalha vermelha, vinho derramado, tem amendoim ainda... é um cinco.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Yasunari Kawabata


Yasunari Kawabata (Osaka, Honshu, 14 de Junho de 1899 – Zuschi, 16 de Abril de 1972), escritor japonês, foi o primeiro japonês a ser laureado com o Prémio Nobel da Literatura, em 1968.Enquanto criança, Kawabata desejara vir a tornar-se pintor mas optou por tornar-se escritor após publicar alguns contos durante o tempo em que frequentava o liceu. Ainda jovem foi marcado por acontecimentos trágicos ficando órfão com três anos. Perdeu a avó com apenas sete anos, a irmã com nove anos e o avô com catorze.Estudava Literatura na Universidade Imperial de Tóquio quando formou, juntamente com Yokimitsu Riichi, um jornal de letras – Bungei Jidai – que ajudava a promover um novo movimento literário (Shinkankakuha) que, segundo Kawabata e Yokomitsu, tinha como principais preocupações a apresentação de “novas sensações” na literatura.Kawabata começou a ganhar reconhecimento com alguns contos publicados após graduar-se, vindo a ser finalmente aclamado em 1926 com “Izu no Odoriko” (“A Dançarina de Izu”, em Portugal), uma história que explorava o erotismo do amor juvenil.O seu primeiro romance foi Yukiguni (“Terra de Neve” em Portugal), começado em 1934 e publicado gradualmente de 1935 a 1937. “Terra de Neve” é uma história de amor entre um homem diletante da cidade de Tóquio e uma gueixa de uma povoação remota onde este encontra um refúgio do stress da sua vida citadina. Este romance colocou Kawabata imediatamente na posição de um dos escritores japoneses mais importantes e promissores, tornando-se o romance num clássico instantâneo que é, hoje, considerado uma das suas mais importantes obras-primas.Após o final da Segunda Guerra Mundial Kawabata continuou a publicar romances como Senbazuru, Yama no Oto, “A Casa das Belas Adormecidas”, Utsukushisa to Kanashimi to e Koto (“Kyoto” em Portugal). No entanto o romance que Kawabata considerava ser o seu melhor foi Meijin, publicado entre 1951 e 1954.Kawabata foi ainda presidente do Pen Club japonês por muitos anos após a guerra.Apesar de, no seu discurso de aceitação do Prémio Nobel, ter condenado a prática do suicídio, acabou por fazê-lo em 1972, dois anos após o suicídio por seppuku de Yukio Mishima, de quem é considerado mentor.O estilo de escrita de Yasunari Kawabata distingue-se por uma linguagem suave, mais abstracta que descritiva, onde predomina a subjectividade em relação à objectividade, aproximando-se muitas vezes da prosa poética.

Livros de Yasunari Kawabata para downloads:

http://www.esnips.com/doc/68a3bd26-f0fd-4e5c-99eb-b99f83381642/Yasunari-Kawabata---Nuvem-de-passaros-brancos-(doc)-(rev)

contosinhosos 2

De manhã, cabelo amassado. O mijo saiu avermelhado.
- Putz, tô fodido.
Mas não lhe dói nada!...?
- Ah... a beterraba. - lembra.

contosinhosos 1

- João, corre aqui! Corre aqui imediatamente!
O desespero bate, cê larga a louça e a torneira aberta, corre pra acudir, tropeçando nos dois degraus da casa.
- O quê!?!... O quê!?
- Olha que céu mais lindo! - ela fala.
- Pôrra, Marta! - cê fica puto...! Mas não era que o céu tava lindo mesmo!
Urgente!
Gentil gente alfineta,
muro cai.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Há uma polêmica: estão afirmando que é laranja, e o Mi que seria amarelo. Bem... talvez seja um laranja bem claro, diria.

Líder trotskista, carteiro Besancenot funda Partido Anticapitalista na França


Líder trotskista, carteiro Besancenot funda Partido Anticapitalista na França

CÍNTIA CARDOSO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE PARIS

O NPA, Novo Partido Anticapitalista, estreou ontem na política francesa após a dissolução da LCR (Liga Comunista Revolucionária), movimento trotskista com 40 anos de existência. "Nosso objetivo é mobilizar todas as forças que queiram sair da era do lucro e abrir o caminho para uma sociedade inédita e mais justa", declarou Olivier Besancenot, 34, líder do partido.
Um congresso de três dias em Plaine-Saint-Denis, periferia de Paris, vai lançar as linhas gerais do movimento. De acordo com o NPA, já há 11 mil pedidos de inscrição de militantes de várias tendências na extrema esquerda. A LCR tinha 3.200 filiados.
A proposta do NPA é oferecer uma alternativa à esquerda tradicional francesa, representada principalmente pelo Partido Socialista. Com divisões internas, o PS tem dificuldades de impor uma oposição eficaz ao presidente conservador Nicolas Sarkozy.
As outras formações da esquerda francesa -o PC e o Partido Verde, por exemplo- perdem espaço nas urnas. E o recém-criado Partido de Esquerda tem pouca projeção nacional. "A esquerda institucional não resiste [aos ataques do capitalismo]. Quando ela está no poder, conduz políticas que viram as costas para as aspirações populares", diz o manifesto do partido.
Na eleição presidencial de 2007, a candidata comunista Marie-George Buffet teve apenas 1,93% dos votos. Besancenot, que concorreu à Presidência pela segunda vez, obteve 4,1%. Pesquisas indicam que hoje o potencial de voto em Besancenot é de 15%, mas, quanto à afinidade ideológica dos eleitores com o NPA, o potencial de votos cai para apenas 3%.
Formado em história e ex-carteiro, Besancenot imprime ao seu discurso notas de marxismo e slogans antiglobalização. Ele é presença constante na mídia e em manifestações. A crise econômica aumenta a popularidade do porta-voz do NPA, que defende aumento dos salários, sanções contra empresas que demitem e divisão prioritária dos lucros para os empregados, não os acionistas.
Em entrevista ao "Libération", Besancenot reconheceu que a nova formação tem um forte componente de "utopia". Sobre seu ideal de sociedade ele declarou: "Seria um modelo no qual a maioria decidiria sobre o controle e a apropriação das riquezas. Não falamos apenas de partilhar melhor [as riquezas], mas nos questionamos sobre a questão da propriedade".

http://fr.wikipedia.org/wiki/Olivier_Besancenot